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| [Vladimir Kush] |
As palavras sempre me tomaram e passei alguns anos escrevendo sobre tudo que de alguma forma fazia parte de mim. E isso me fazia bem: saber o que eu tinha pra contar. Escrever é conversar com a alma, tirar as conclusões, puxar as ideias e chegar ao ponto que só nós mesmos poderíamos encontrar ali, no fundo profundo do nosso próprio ser.
Ultimamente venho me reeducando. Reeducando a me interessar pelos meus próprios pensamentos. Entre a mente e a palavra corre um rio sem fim. Um rio que afoga quando não aprendemos a profundidade, a força e onde a margem está quando estivermos cansados demais para nadar.
A pior coisa do mundo é ter medo de saber o que só a gente sabe (e pode) contar.
Alguns minutos digitando e o ponto que eu procurava começa a surgir, trazendo-me uma sensação deliciosa do caminho que sempre estivera aqui, esperando apenas os meus passos pra continuar a se abrir.
Rafaelle.
